Sopra o vento cansado
O invulgar bastão dourado irrepreensivo;
Sir Lancelot está a cavalgar
Nos caminhos amenos da floresta
Nos campos de trigo amarelos
Ele começou a rodopiar como um faisão,
Da torre da Rainha vislumbra meia colinas distantes
Um pensamento como uma jubilosa
Vibração da luz solar
"O meu amor cresce dócil".

*Launcelot by Sinclair Lewis




De acordo com fontes francesas e Malory, Lancelot era filho do Rei Ban Benwick, um dos leais protectores do Rei Arthur, e da rainha Elaine. O Rei Ban envolveu-se numa guerra com o reino vizinho do Rei Claudus. Claudus derrotou Ban e forçou o rei e a rainha a fugir. Quando estavam a fugir, Ban olhou para trás e viu a sua casa em chamas, causando-lhe um desmaio, do qual nunca chegou a acordar. Elaine, indo em seu auxilio, deixou Lancelot à margem do lago. A Dama do Lago roubou a criança, educou-o no seu palácio debaixo de água, tendo ficado conhecido como Lancelot do lago. No conto de Ulrich, Lancelot era filho do Rei Pant de Gennewis e de sua mulher Clarine. Pant foi morto numa revolta e Lancelot foi roubado por uma fada, sendo criado em Maindenland.

Devido a ter crescido na companhia de mulheres e fadas, como tritão no palácio da Dama do Lago, Lancelot rapidamente desenvolveu o seu poder e a sua destreza no manuseio de armas. Aos 18 anos conheceu os seus primos, Bors e Lional, o seu meio irmão Ector e os quatro irmãos que partiram de Camelot. Em memória ao apoio que o Rei Ban lhe deu durante a sua juventude, Arthur que tinha um grande afecto por Lancelot, conferiu-lhe o título de cavaleiro no dia de São João.

Em algumas versões da lenda, um dos principais objectivos de Lancelot como cavaleiro, era trazer Guinevere, a noiva de Arthur, para Camelot para o seu casamento. Durante esta viagem Guinevere e Lancelot apaixonaram-se.

Em outros contos, Guinevere já estava na corte, quando Lancelot chegou, tornando-se, rapidamente, num dos Cavaleiros da Rainha, uma sub-classe da Távola Redonda, da qual jovens aspirantes a cavaleiros pertenciam, antes de se terem evidenciado. Depois de ter completado com sucesso diversas pesquisas, Lancelot tornou-se, em pouco tempo, no melhor cavaleiro de todos os tempos. Entre outras aventuras, ele conquistou o negro hábito de um castelo chamado Dolorous Gard, que posteriormente passou a ser a sua casa, com o novo nome de Joyous Gard. Logo depois, Lancelot regressou a Camelot tornando-se num dos cavaleiros da Távola Redonda e o defensor mais próximo de Arthur.

Quando Guinevere foi raptada por Meliagaunce, o filho do Rei Bagdemagus, Lancelot persegui-o, armado, numa carroça, tendo que atravessar uma ponte para chegar ao castelo. Bagdemagus e Guinevere suplicaram-lhe para acabar com a luta, pois a vida de Meliaguance estava ser posta em perigo. Mais tarde, Meliaguance acusou Guinevere de ter um romance com Sir Kay, tendo começado, novamente, uma batalha entre ele e Lancelot. Mais uma vez, Bagdemagus suplicou-lhe pela vida do seu filho. Finalmente, Lancelot assassinou Meliguance num combate na corte de Arthur.

Depois de se juntar ao exército dos Cavaleiros da Távola Redonda, Lancelot ajudou Arthur a terminar a revolta de Galehaut o "Haut Prince", que se rendeu a Arthur, depois de observar a bravura e proeza de Lancelot na batalha. Posteriormente, Galehaut tornou-se no melhor amigo de Lancelot, atuando como intermediário nos segredos entre Lancelot e Guinevere. O casal estava refugiado em Sorelois, no reino de Galehaut, quando a Falsa Guinevere tomou o lugar da rainha na corte. Depois da descoberta, Lancelot entregou a rainha a Arthur, mas nessa altura já ele e Guinevere estavam irremediávelmente apaixonados.

Lancelot ficou com um peso na consciência e prosseguiu as buscas, depois de se ter afastado de Guinevere. Lancelot visitou o Rei Pelles, o guarda do Graal, e salvou a sua filha, Elaine de Corbenic de uma barrica de água a ferver na qual tinha sido aprisionada por encantamento há diversos anos. Brisen, a sua ama, disse a Lancelot que Elaine era Guinevere. Lancelot dormiu com ela, tendo concebido Galahad.

Lancelot, o melhor cavaleiro de Arthur, destinado a fazer parte do eterno triangulo entre Arthur e Guinevere. Aqui vê-se com Elaine de Astolat, que morreu de amor não correspondido por ele.
P.L.Travers disse que talvez Lancelot tenha feito um voto de castidade, por não poder amar Guinevere. Quando se apercebeu que tinha traído Guinevere e quebrado o seu voto, Lancelot ficou louco. Mais tarde é descoberto por Elaine de Astolat, com quem regressou a Joyous Gard. Elaine morreu mais tarde por amor, não correspondido, a Lancelot.

Algum tempo depois, o filho de Lancelot, Galahad, apareceu e eles começaram a sua procura pelo sagrado Graal. Lancelot teve várias visões do Graal, tendo finalmente encontrado a porta para a capela aonde ele estava guardado. Ele foi advertido por uma presença angélica, tendo entrado num estado de transe ao longo de várias semanas. Durante este tempo, apercebeu-se que esta procura estava no fim e que a razão do seu fracasso se devia ao seu amor por Guinevere, que excedia o seu amor por Deus. Lancelot esteve determinado, durante algum tempo, a renunciar o seu amor por Guinevere, mas assim que regressou à corte, o seu caso amoroso continuou.

Quando Lancelot e Guinevere estavam determinados a acabar a sua relação amorosa, foram descobertos no quarto dela por Mordred.

Lancelot fugiu e Guinevere foi condenada à morte. Lancelot regressou para salva-la, matando acidentalmente Agravain e os irmãos de Gawain, Gaheris e Gareth. A guerra entre Lancelot e Arthur começou, tendo terminado quando Lancelot teve de regressar a Camelot para lutar com Mordred. Apesar disso, Lancelot regressou para ajudar Arthur, mas chegou tarde de mais para o salvar de um golpe mortal. Depois da guerra, Lancelot visitou Guinevere uma última vez, num convento de freiras, tendo posto de parte as suas armas e arpões para se tornar num ermita, tendo vivido como tal, o resto da sua vida. Foi cremado em Joyous Guard. Sir Ector, o último dos Cavaleiros originais da Távola Redonda deixou o seguinte tributo:

"Ah Lancelot, tu, que estás acima de todos os cavaleiros Cristãos, e agora atrevo-me a dizer, tu, Sir, Lancelot, nunca foste comparado Aos cavaleiros da terra. E tu que eras o cavaleiro cortês que sempre defendeu. E tu que eras um verdadeiro amigo para a tua amada. E tu que eras o verdadeiro amante pecaminoso que sempre amou a mulher. E tu que eras o mais amável homem que sempre golpeou com uma espada. E tu que eras o mais bondoso dos cavaleiros. E tu que eras o mais gentil que sempre comeu na sala com as senhoras. E tu que eras o mais severo cavaleiro para o seu preço mortal que sempre desafiou a morte."


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