Morgan Le Fay, Frederick Sandys Na lenda Arturiana, Morgan era uma mulher encantadora que mudava de forma, com aspecto de deusa, sendo conhecida pelo apelido de "le Fay". O seu nome inglês proveio do francês Morain le Fee, a fada ou feiticeira e em italiano Fata Morgana. Foi também, aluna de Merlin, tendo aprendido com ele grande parte da sua magia. Morgan le Fay era representada como uma deusa negra, caracterizada pelas suas poderosas qualidades terrestres de Inverno e de guerra. Alguns contos referem que ela podia mudar de forma e voar com asas. A sua rival era a Rainha Guinevere, filha de Leodegrance e mulher de Arthur, cujo papel era "Noiva das Flores", representando a Primavera e o nascimento. Morgan governou o castelo das donzelas, perto de Edimburgo, sendo também deusa de uma ilha chamada "A Ilha da Felicidade", "A ilha das Maçãs", mais conhecida pela Avalon, na qual habitavam 9 irmandades. Ela era a chefe das nove irmãs, cujos nomes incluíam Moronoe, Mazoe, Gliten, Glitonca, Cliton, Tyronoe e Thitis. Vários contos desta Ilha correspondem ao Celtic Otherworld. Pensa-se que tomou forma como personagem literária no início do século XII, nas leis Arturianas das igrejas monásticas dos bretões, racialmente semelhantes aos galeses. Quando eles a adoptaram, ela era uma ninfa da água do folclore bretão. Na lenda galesa existe uma figura similar chamada Modron, que se diz ter sido filha de Avallach, com atributos parecidos com os de Morgan. Outros contos alegam as suas origens às deusas irlandesas Macha, uma deusa tripla, que era atleta, rainha, guerreira e Morrigan, uma deusa guerreira. Nos ultimos contos literários, o seu passado familiar é completamente diferente. Ela era filha de Avallach, rei de uma ilha encantada, mais conhecida por Avalon. Deste modo, Morgan é posta num plano sobrenatural, derivado da mitologia pagã. Paralelamente a Avallach é tradicionalmente mencionado um segundo lord da ilha. O romancista Chetien de Troye, chama-lhe Gingamor e diz que Morgan era sua amante. Eventualmente, ambos os governadores masculinos dissolvem-se fora dos contos. Em termos gerais, na lenda Arturiana, Morgan é a única dama de Avalon, com uma diferente ascendência, sendo filha de Gorlois, o duque de Cornwall e Igrain. Ela foi enviada para um convento, para ser educada como freira, mas contrariamente aprendeu artes mágicas. Foi casada Urlens de Gore e dele teve um filho Owain, que se tornou um dos primeiros cavaleiros do Rei Arthur.
*Manuscrito Medieval Nas primeiras lendas Morgan é essencialmente uma boa feiticeira. Mais tarde, outras histórias descrevem-na como assistente de feiticeiras, ajudando Arthur ao longo do seu percurso mortal. Quando nasceu, por exemplo, distribuíram o dom do poder, domínio e longa vida. Eventualmente a pressão do cristianismo levou os romancistas a tomar a ex-deusa mais humana, e também devido à sua associação ao paganismo, a torna-la mais sinistra. Um exemplo da sua natureza maléfica é quando ela é a responsável pela fatal descoberta do romance entre Guinevere e Sir Lancelot. Numa versão, ela leva Lancelot para sua casa, tentando, sem sucesso, seduzi-lo e permitindo que ele pintasse um mural, no qual traiu o segredo do seu amor para os subsquentes visitantes. Em outra versão, ela expõe a culpa de Guinevere, enviando para a corte o corno por onde se bebia para fazer a prova da castidade. Há uma repetida insinuação de que a sua malícia é devida à sua paixão frustada. Como qualquer mulher feiticeira, ela queria manter um homem mortal no seu próprio paraíso sensual, tendo, para isso criado um "Vale sem Retorno" para armadilhar a sua vitima. Morgan adoptou diversas medidas provocatórias o Reino de Arthur, actuando como guardiã da nação. A sua animosidade perante Arthur era a sua forma de testar o jovem rei, assim como o nascimento de Mordred. Segundo a sua irmã e a sua meia irmã Morgause, a mulher de Lot of Orkney, Arthur criou Mordred que cresceu para o castigar merecidamente e, eventualmente, ofender mortalmente Arthur. Morgan le Fay também enviou o Cavaleiro Verde como outra forma de testar Arthur e os Cavaleiros da Tavola Redonda. Ela criou o cavaleiro e enviou-o a Camelot para assustar Guinevere, a grande rival da sua vida e para testar Gawain, o filho do Rei Lot of Orkney, o maior cavaleiro até à chegada de Lancelot. Depois de matar o Cavaleiro Verde, Gawain tornou-se o cavaleiro da deusa, campeão de Morgan. Morgan assistindo ao nascimento de Ogier the Danc.
Mesmo sendo inimiga de Arthur em vida, Morgan le Fay era a sua protectora após a sua morte. Depois de Ter sido ferido mortalmente na Batalha de Camla, Morgan leva-o para Avalon no seu barco mágico para ser curado e esperar por um futuro chamamento do seu país. Do outro lado das histórias Arturianas, Morgan aparece no romance "Ogier the Dane" como dama de Avalon e em "Orlando Furioso" de Ariosot como a encantadora Morgana, uma miragem vista em Staits of Messina, mais uma vez atribuída à sua magia.
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